22 de out de 2009

Thomaz Bellucci diz que não esperava mais chegar ao top 50 na temporada 2009.

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O filho de dona Maria Regina estava na Suécia, bem longe de casa, no dia do aniversário dela. Mas com um belo presente para entregar. Terça-feira foi o dia em que Thomaz Bellucci entrou em quadra pela primeira vez como um tenista entre os 50 melhores do mundo - e como o décimo melhor tenista brasileiro desde a criação do ranking, em 1973. Algo que Bellucci havia planejado alcançar nesta temporada, mas que, como admite ao GLOBOESPORTE.COM, chegou a duvidar que realmente fosse acontecer. Em Estocolmo para a disputa do seu último grande torneio no ano, o número 1 do Brasil diz que sente-se mais respeitado pelos rivais após a subida no ranking e a conquista do primeiro título da ATP, em julho, na Suíça.


GLOBOESPORTE.COM: Você chegou ao Aberto de Estocolmo como o 45º colocado do ranking, dentro da meta planejada com seu treinador, João Zwetsch, para esta temporada. Sensação de dever cumprido?

Bellucci: Eu já nem esperava mais, para ser sincero. No meio da temporada, com os resultados ruins que eu vinha tendo e a queda no ranking, a gente chegou a sentar e repensar o planejamento. Achávamos que não ia dar mais para chegar ao top 50, e o objetivo seria conquistar pontos. Mas eu tive uma virada, e a segunda metade da temporada foi totalmente diferente. Conseguimos chegar lá. É uma sensação boa, mas ainda tenho um longo caminho pela frente.

A virada a que você se refere foi a conquista do ATP de Gstaad, em julho?
Não foi nem em Gstaad, mas no Challenger de Rimini, que ganhei um pouco antes. Estava passando por um momento bem difícil, e a vitória no challenger me trouxe confiança novamente. Foi muito importante. E aí, logo depois, veio o título do ATP naquela semana incrível na Suíça, que foi o ponto alto. A partir dali, realmente as coisas foram diferentes.

Já dá para sentir essa diferença? Há um ano você jogou em Estocolmo como um desconhecido e caiu na primeira rodada. E agora, depois de ter ganho um ATP e estar entre os top 50, o que mudou?

Para dizer a verdade, do lado de fora não mudou muito. Tanto que eles só me botam para jogar na quadra 1, por exemplo (sorri). Mas eu não me incomodo, até gosto que seja assim, vou comendo pelas beiradas.

Essa história vai mudar na próxima partida: quadra central e torcida contra diante do sueco Joachim Johansson.

Vou entrar tranquilo, sem nada a perder. Vim para cá com o objetivo de superar ao menos a primeira rodada. Ganhei dois jogos, estou me sentindo mais solto, mais confiante. Nunca joguei contra ele, mas conheço bem o seu estilo. É um jogador muito forte, que sofreu com lesões e está voltando ao circuito.

Você disse que do lado de fora nada mudou após o título em Gstaad, mas e dentro de quadra, também continua tudo igual?
Do lado de dentro, sim, a coisa mudou. Você passa a ser mais respeitado, com certeza. Eu sinto isso. Você sabe quem é o jogador do outro lado e sabe do que ele é capaz, então é claro que pesa o fato de ter conquistado um título.

A despedida da temporada vai ser no Challenger de São Paulo, preparado para jogar dentro de casa e para o assédio dos fãs?
Ah, o assédio ainda não é muito grande. Mesmo depois do título do ATP, isso foi mais pela imprensa do que pelos fãs. Quem sabe não muda agora. Vai ser legal jogar em São Paulo e ter minha família por lá. Eles também estiveram na Costa do Sauípe para me ver. Não é sempre que dá para jogar com eles por perto.

Depois de planejar ficar entre os top 50 em 2009, qual a meta para 2010?

Não gosto de falar até onde posso chegar, mas acho que estou evoluindo, estou jogando bem na quadra rápida, que era o objetivo neste fim de temporada. Mas a gente joga uma partida de cada vez e nunca se sabe. Depois de jogar em São Paulo é hora das férias. São duas semanas em que me desligo de tudo, não vejo tênis nem na TV. É importante depois de uma temporada tão desgastante, com viagens o tempo todo. Aí, depois disso, vou começar os treinos para o próximo ano e definir com o João o meu planejamento para 2010.

Fonte: G1

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