
O técnico Moncho Monsalve recebe elogios constantemente dos jogadores e é apontado como responsável por dar um padrão tático à seleção brasileira, que no último domingo foi campeã com louvor da Copa América, em Porto Rico. Mas o jeito exigente e perfeccionista do espanhol não é bem visto pela cúpula da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Durante o torneio, as críticas do treinador em relação à organização não agradaram aos dirigentes da CBB.
Outro fato que incomodou foi a maneira como ele comentou a possibilidade de renovar o vínculo com a seleção - seu contrato terminou no último domingo -, reclamando abertamente de seu salário, considerado muito baixo se comparado aos valores praticados pagos na Europa.
O estopim para o diretor da equipe, Vanderlei Mazzuchini, reclamar publicamente de Moncho Monsalve foi o modo como o treinador se referiu à chance de convocar Nenê novamente, em entrevista ao diário argentino “Olé”, já que o treinador não falava com jornalistas brasileiros sobre jogadores que não faziam parte do grupo.
- O Moncho fala demais sobre algumas coisas que não sabe muito bem. Eu conversei com o Nenê, que estava lesionado, e conto com ele. Nenê é um dos melhores do mundo e a gente sempre vai querer que ele venha para a seleção - chiou o diretor no desembarque com a delegação brasileira nesta terça-feira, em Guarulhos.
Na linha de frente das questões relacionadas à seleção masculina de basquete, Vanderlei fala com autoridade, em nome da CBB, e não fez qualquer questão de bancar a permanência de Moncho, que está na Espanha, onde passará por uma cirurgia nas costas.
A novela sobre a permanência de Moncho Monsalve no cargo deve se alongar até novembro, quando haverá uma reunião com o treinador. Na atual temporada a seleção não tem mais nenhum compromisso. Até lá, o treinador ainda receberá mais dois ordenados. Neste período, no entanto, Vanderlei provavelmente já terá realizado sua primeira medida depois de acompanhar a seleção em Porto Rico, um projeto que pode até ser usado para forjar o substituto do espanhol.
Totalmente ciente do futuro da seleção masculina, o diretor rechaçou a escolha de um treinador croata para o cargo, conforme ventilado durante a Copa América:
- Se vier um croata é um sinal que eu estou fora. Não estou sabendo de nada!
Apesar do apoio que os jogadores dão a Moncho Monsalve, Vanderlei também conta com a simpatia do grupo.
- O Vanderlei, por ter sido jogador, tem uma relação muito boa com a gente. O papel dele é extremamente importante - reconheceu Marcelinho Huertas.






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