7 de out de 2009

Garotada dá show no primeiro tempo, despacha o Uruguai e está nas quartas.

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Na partida que pintava como a mais difícil do Brasil no Mundial Sub-20, a garotada soube ser precisa e eficiente para se impor em campo e derrotar o Uruguai por 3 a 1 em Port Said, no Egito. Com dez minutos brilhantes no primeiro tempo, a seleção resolveu o jogo e se garantiu nas quartas de final da competição, quando enfrentará o vencedor de Alemanha ou Nigéria, no sábado.

Alex Teixeira, com dois belos gols, Alan Kardec, que marcou o primeiro, Giuliano e Douglas foram os destaques do Brasil, que se sobressaiu, principalmente, pelo excelente jogo coletivo no ataque. Nos minutos finais, o goleiro Rafael ainda pegou um pênalti.

Após falhar no último jogo contra a Austrália, quando levou um frango, o goleiro do Cruzeiro brilhou com belas defesas quando o Uruguai pressionava na reta final e foi coroado ao pegar o pênalti cobrado por Hernandez.

Alex Teixeira e Alan Kardec brilham.

A primeira chance apareceu aos sete minutos, quando o lateral-esquerdo Diogo fez jogada individual, passou por dois adversários e foi derrubado a um passo da área. Giuliano foi para a cobrança, buscou o ângulo esquerdo e a bola passou perto da trave.

O Brasil voltou a ameaçar aos dez minutos. Paulo Henrique Ganso tocou para Alex Teixeira, recebeu ótima devolução, foi à linha de fundo e cruzou rasteiro, mas a zaga cortou antes que a bola chegasse a Alan Kardec.

No minuto seguinte veio a resposta uruguaia. Hernandez tabelou, recebeu na entrada da área e soltou um canudo. Rafael defendeu com segurança, no meio do gol.

O Brasil seguia com mais posse de bola e domínio do jogo, mas não chegava com tanto perigo ao gol uruguaio. Mas a partir dos 20, começou a avalanche que em dez minutos resolveu o jogo e colocou o Brasil nas quartas-de-final do Mundial.

O primeiro gol saiu aos 21. Ganso roubou bola no meio-campo e enfiou para Alan Kardec. Com um só toque, o atacante dominou e já preparou o chute. No toque seguinte saiu a bomba cruzada, no canto direito do goleiro. Brasil 1 a 0.

Se o primeiro gol mostrou a eficiência do Brasil, o segundo, dois minutos depois, foi puro talento. Alex Teixeira fez jogada individual pelo meio e tocou para Douglas na área. O lateral-direito refinou ainda mais a jogada, com um drible da vaca espetacular sobre Cabrera, e devolveu com precisão, na marca do pênalti. Alex chegou de frente e bateu com categoria para ampliar. Brasil 2 a 0.

Agência/Reuters

Alex Teixeira, autor de dois gols para o Brasil, comanda a festa da classificação.

O Uruguai se abriu desordenadamente para diminuir o placar e deu espaço para o Brasil brilhar. A seleção encaixava um bom contra-ataque atrás do outro e mostrava que o terceiro gol estava prontinho pra sair.

Aos 26, Giuliano fez grande jogada individual e tocou para Alex Teixeira, que se enrolou, mas conseguiu devolver. Da entrada da área, Giuliano ajeitou e tentou encobrir Rodriguez, mas com a pontinha da mão o goleiro uruguaio conseguiu mandar para escanteio.

Mas aos 31 não deu para Rodriguez. Alex Teixeira recebeu quase no bico direito da área, deixou o zagueiro Marcelo Silva tonto e tocou conscientemente por cobertura, no ângulo direito. Um golaço! E o Brasil, impecável e brilhante, abriu 3 a 0.

Aos 35, a seleção deu espaço para Hernandez, o melhor jogador uruguaio, receber livre na área e bater cara a cara com Rafael. O goleiro brasileiro fez grande defesa mas a bola sobrou para Hernandez. Ele cruzou rasteiro e Urretaviscaya só completou para o gol quase vazio. Uruguai 1, Brasil 3.

O Brasil, a partir daí, passou a administrar o jogo, diminuir a velocidade e os espaços do Uruguai. Controlou a partida e, fora uma tentativa de bicicleta de Hernandez bem defendida por Rafael, não passou sustos até o final do primeiro tempo.

O Uruguai voltou para a etapa final com Viudez no lugar de Calzada e passou a explorar a velocidade do atacante. Caindo pela esquerda, ele incomodava a defesa brasileira. Aos seis minutos, Viudez fez boa jogada na área e chutou forte para defesa segura de Rafael.

Agência/AP

Alan Kardec recebe o abraço de Giuliano após abrir o placar para a seleção brasileira.

Aos 11, o Brasil começou a relembrar a equipe envolvente do primeiro tempo. Giuliano driblou o zagueiro e tocou para Alex Teixeira. De novo, ele bateu colocado, desta vez buscando o canto esquerdo baixo do goleiro, e a bola passou com muito perigo. Logo depois, outro bom ataque com Giuliano e Alan Kardec terminou nos pés de Ganso, mas o meia chutou torto, por cima do gol.

O ataque brasileiro ia bem quando era acionado. O problema é que a bola ficou a maior parte do segundo tempo rondando a área brasileira. Aos 16, Hernandez recebeu na área e mesmo com pouco ângulo chutou com perigo, sobre o gol brasileiro.


Aos 19, Douglas deu um bico pra frente e a bola sobrou para Alan Kardec. Ele entrou na área, deu belo corte no zagueiro, ficou de frente para o goleiro e poderia ter rolado para Alex Teixeira fazer o quarto. Em vez disso, preferiu concluir e Rodriguez conseguiu abafar a jogada.

Aos 25, Giuliano puxou contra-ataque e fez um grande lançamento para Douglas. O goleiro uruguaio saiu da área para tentar cortar, mas foi enganado pelo quique da bola. Douglas dominou no bico da área, de costas para o gol, tirou o goleiro da jogada mas, desequilibrado, não conseguiu acertar o chute.

O Brasil quase ampliou aos 38. Em mais um passe na medida de Giuliano, Alex Teixeira entrou na área mas chutou em cima do goleiro.

Agência/Reuters

Hernandez cobra o pênalti para a defesa de Rafael, já aos 42 do segundo tempo.

O Uruguai tentava descontar. Rondava a área brasileira, tinha mais posse de bola, mas não conseguia concluir. De tanto cavarem pênaltis, o Uruguai conseguiu um, aos 42. Mas até isso foi bom para o Brasil. Hernandez cobrou e Rafael voou no canto direito para buscar, coroando uma ótima atuação depois da falha no jogo anterior, contra a Austrália.

Apesar de sofrer pressão, a defesa brasileira também mostrou maturidade para evitar que um jogo que se tornou fácil voltasse a ter tons dramáticos. Tanto lá na frente quanto lá atrás, o Brasil se mostrou grande, com a cabeça e principalmente os pés prontinhos para buscar o pentacampeonato mundial.

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